domingo, 1 de novembro de 2020

CINE MARROCOS - UM LETREIRO SOBRE O PORTÃO

          Cachoeira já teve um cinema ao ar livre, na Rua Sete de Setembro, em terreno defronte ao antigo Cine Teatro Coliseu.  Chamava-se Cine Marrocos e era uma iniciativa dos proprietários do Coliseu.

           

Foto Renato Thomsen

         A historiadora Mírian Ritzel assim se refere, em seu blog  história de cachoeira do sul 

       “Henrique Comassetto e Algemiro Carvalho inovaram em termos de cinema e ousaram outros vôos, como a instalação em terreno fronteiro ao Coliseu do primeiro cinema ao ar livre da cidade – o Cine Marrocos. De curta duração, mesmo assim deixou marcada sua existência no cenário da arte e entretenimento da década de 1950.”

        Um letreiro, em forma de grade, com o nome CINE MARROCOS foi encontrado escondido em meio a ferros retorcidos da demolição parcial do antigo Cinema Coliseu, que ocorreu ao longo do tempo. Pela sua característica é permitido concluir que emoldurava o portão de entrada do cinema ao ar livre.

       Esta peça da nossa história esteve perdida, andando inclusive por outros locais da cidade, mas de alguma maneira foi preservada pelos empresários Vanderlei Ribeiro e Gilson Gomes Lisboa, sendo encaminhada para guarda dos parceiros voluntários do Grupo Ponte de Pedra, que pretendem dar a ela uma destinação ligada à cultura.

      Com este achado resgata-se um pedacinho do passado, que testemunhou muito da nossa história, e quase sucumbiu ao destino do lixo ou da reciclagem. Para sorte nossa, foi descoberta pelo olhar atento da Arquiteta Elizabeth Thomsen e as lentes implacáveis do fotógrafo Renato Thomsen, estando hoje protegida no jardim da casa deles, à espera de ser instalada em um local definitivo, que poderá ser no próprio Coliseu revitalizado ou então no Museu Municipal. 

      Este letreiro do breve cinema ao ar livre que Cachoeira do Sul teve nos anos 50, ocupará  novamente um lugar na vida da cidade, mais longevo e tão importante quanto o que ela ocupou no passado.

Texto Osni Schroeder



Um comentário:

  1. Sensacional! De pedaço em pedaço vamos conseguindo recontar uma parte importante da nossa história cultural!

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