quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

PONTE DE PEDRA - TEMA DE TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO DE ARQUITETURA (16/02/2017)

           A arquiteta Letícia Arruda, recentemente formada pelo Curso de Arquitetura da PUC, enviou seu TCC (Trabalho de Conclusão de Curso) que teve com tema um museu natural junto à Ponte de Pedra, localizada o Rio Botucaraí em Cachoeira do Sul/RS. 

Clique sobre as imagens para visualizar em tela cheia

         Publicamos no blog este excelente projeto arquitetônico, que propõe uma utilização efetiva para o local, fato propugnado pelo Movimento Pela Recuperação da Ponte de Pedra, que a recuperou depois que foi danificada pelas enchentes em 2010.



        A proposta da Arquiteta Letícia para o local tem a característica de um trabalho acadêmico, mas é um chamado de atenção à nossa cidade para que dê um melhor aproveitamento àquela área com imenso potencial turístico.



      A ideia de um parque público no local viria ao encontro da movimentação de centenas de cachoeirenses que diariamente, especialmente nos fim de semana, se deslocam até a histórica Ponte de Pedra para buscar sombra, lazer e banho de rio. 


    
             Que o projeto apresentado, por esta nova parceira do nosso movimento, sensibilize as lideranças políticas para que o primeiro passo de uma utilização pública ou até mesmo privada do local seja dado: A declaração de utilidade pública para a área do entorno da Ponte de Pedra.



O Movimento pela Recuperação da Ponte de Pedra parabeniza a Arquiteta Letícia Arruda, pela escolha do tema e pelo próprio trabalho, por seu nível técnico e profissional.

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

ESTAÇÃO FERREIRA - Reunião técnica (15/02/2017)

              Os integrantes arquitetos e desenhistas do Movimento pela Restauração da Estação Ferreira, responsáveis pela montagem do levantamento cadastral e pelo projeto de restauro, reuniram-se na terça-feira, 14 de fevereiro de 2017, a fim de traçar estratégias para montagem de um processo visando buscar apoio em leis de incentivo à cultura.


Fotos: Elizabeth Thomsen

DECISÕES

         Distribuiu-se tarefas para os profissionais, integrantes do movimento, montarem a documentação cadastral - como a área da estação, levantamento físico, situação da edificação, entre outras. 


      Definiu-se o programa básico de necessidade, que ficou assim constituído:


1. No pavimento térreo:

    No atual depósito será instalado um salão de atividades múltiplas.
    Serão construidas instalações para cozinha, churrasqueira e necessidades inerentes.
    Serão construídos sanitários para uso público (masculino e feminino).
    Será mantido o acesso à edificação e à antiga plataforma da estação,
sendo que as dependências restantes serão utilizadas para múltiplo uso, cultural, administrativo e de lazer.


2. No pavimento superior:

   Foi prevista a instalação de uma plataforma elevatória para pessoas com deficiência motora.
   Foi prevista uma sala administrativa, assim como as demais dependências para uso da associação de moradores da localidade de Ferreira, com atividades culturais e de lazer.


3. Previu-se para o entorno:

   Colocação de trilhos ferroviários no antigo local junto à plataforma, uma locomotiva e dois vagões de passageiros.
   Utilização do entorno para atividades de integração comunitária, como local para a pratica de esportes, lazer, piqueniques, etc.


Texto:  Osni Schroeder

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

MUSEU MUNICIPAL - Acervo sob risco (13/02/2017)

            O Museu Municipal Patrono Edyr Lima, localizado no Parque de Cultura, possui um rico acervo histórico-cultural em suas dependências.











Parte do acervo está no galpão anexo, por falta de espaço
(como o painel acima, do antigo Cine-Ópera Astral, e 

lustre original da Sala do Intendente no Paço Municipal -
desmontado no depósito - foto abaixo) :

O telhado no prédio do museu inspira cuidados:

         Uma parte da estrutura nos fundos está escorada e corre o risco de desabamento. Muitas telhas estão deslocadas, causando inúmeras goteiras que comprometem a integridade das peças antigas e documentos armazenados.



            Os cupins comprometem grande parte do assoalho e dos forros:



              As madeiras da estrutura do telhado aparentam ter condições para restauro, porém as ripas necessitam de substituição, assim como as telhas:

As intalações elétricas necessitam de revisão com
um profissional capacitado - risco de incêndio!



         A reserva técnica, localizada no sub-solo, sofre com infiltrações laterais devido à ausência de calhas, manutenção e pintura externa.

 O mofo no interior do porão é altamente insalubre.
  


O Museu não dispõe de rampas para portadores de deficiência
motora. Seu corredor é estreito. Suas saletas comportam poucos
mostruários e pouco público simultaneamente.


ESCREVER SOBRE O MUSEU

          "Nosso blog pautou o Museu Municipal Patrono Edyr Lima e fui convocado pelo Renato Thomsen para escrever sobre aquela casa que guarda testemunhas da nossa história que são os objetos, livros, equipamentos, mesas, cadeiras, fotos de homens e mulheres que construíram as várias Cachoeiras que tivemos até a atual.

         E se um Museu temos, se deve a cachoeirenses desprendidos que com muito sacrifício construíram o fantástico acervo que está guardado naquela belíssima casa no Parque da Cultura.

       Se um Museu temos, devemos a servidores públicos especiais, que receberam cada um daqueles bens históricos como uma joia a ser cuidada com o máximo zelo. 

       Se um Museu temos, devemos a administradores públicos visionários, que numa ação que não lhes rendeu votos, investiram recursos públicos para que nossa história não se perdesse.

      Se um Museu temos, deveríamos exaltar todos os cidadãos que colaboraram e o fazemos na lembrança de Edyr Lima, que deu o impulso inicial com seu acervo particular.

     Dos servidores destacamos a Professora Lya Wilhelm, dos administradores públicos o Dr. Ivo Garske e Nelson Schirmer.


FUTURO 1

      Escrever sobre o nosso Museu Municipal significa também projetar o seu futuro. E futuro é o que parece não existir para aquela casa, a continuar as coisas como estão.

      O prédio sofre com infiltrações de água da chuva, fruto de telhas desgastadas pelo tempo, por falta de manutenção de calhas e condutores pluviais, por instalações elétricas inadequadas e perigosas, por ampliações de construção que não se integraram ao conjunto e hoje apresentam graves patologias, passíveis até de justificar a interdição parcial da edificação.

      As fotos do Renato são mais eloquentes do que qualquer descrição que se faça das patologias de um prédio que se degrada com umidade, rachaduras, mofo e cupins.

      Em 2016 a AMICUS solicitou que o orçamento 2017, em elaboração, contemplasse um valor para reformas emergenciais do telhado, estrutura e instalações elétricas. Infelizmente o pleito não foi atendido, e hoje a situação está mais grave do que a identificada nas várias vistorias lá feitas, uma delas inclusive por solicitação do Ministério Público Estadual.


FUTURO  2

       Como não foi viabilizada a reforma do prédio do Museu Municipal, partiu-se então para um plano alternativo, que revela-se melhor ainda para aquela casa de promoção da cultura cachoeirense: O Museu deve ocupar plenamente a parte inferior do antigo casarão do Paço Municipal, assim que terminar o seu restauro.

      Desnecessário argumentar o incremento no turismo que se dará pela proximidade com o Centro Histórico na Praça Balthazar de Bem. Isto já foi exaustivamente afirmado e confirmado!

      Ainda não foi dito que a  ida do Museu para o prédio histórico do Paço seria um dos mais espetaculares apoios à ideia de um local que guardasse e promovesse nossa cultura e a nossa história. A decisão está com o Prefeito Sérgio Ghignatti, que será sensível à avalanche de apoios comunitários à ideia de transferência do Museu para o Paço.


E O PRÉDIO ATUAL?

       Naquele prédio se localizaria a Secretaria Municipal de Meio Ambiente, dirigida pelo Arquiteto Henrique Witeck e integrada àquele belo parque ambiental dentro da nossa zona urbana.



FINALIZANDO

        Temos um compromisso urgente para com os cachoeirenses do passado, que pensaram grande e viabilizaram o Museu Municipal trazendo-o até aqui.

       Temos um compromisso inadiável com o nosso presente, dignificando nossas decisões públicas para que o futuro se orgulhe delas e as reconheçam como importantes para o nosso desenvolvimento."


MUSEU NO PAÇO !
   
Arq. Osni Schroeder
Presidente da AMICUS


O nosso Museu merece ir para o Paço Municipal!
A edificação histórica terá duas rampas e um elevador
para cadeirantes e portadores de deficiência motora.



Fotos:  Renato Thomsen
MUSEU É HISTÓRIA,
MUSEU É CULTURA,
MUSEU É VIDA.

Não deixe morrer esta ideia:
MUSEU NO PAÇO, JÁ!


IMPRENSA

           O Dr. Eduardo Florence, em sua coluna no JP de 18/02/2017, faz um emotivo apelo e uma Oração ao Museu. A íntegra está reproduzida na Página JORNAIS deste Blog - Link logo abaixo:




quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

PAÇO MUNICIPAL - Acabamentos externos entram em fase final (09/02/2017)

            As pinturas externas, com tinta à base de silicato, encontram-se praticamente prontas - faltando apenas uma última demão em alguns detalhes e setores do prédio.




 NOVAS IMAGENS PARA O ANTIGO PAÇO

          Aos poucos se consolida a renovada imagem da edificação do Paço Municipal, nesta última fase de restauro. 

         A esmerada finalização da pintura de alvenarias e esquadrias externas nos transporta para a exata imagem que gerações passadas tinham do nosso bem histórico.

        Esta nova imagem premia a movimentação comunitária e do poder público no sentido de resgatar este tesouro cultural. Sem pudor, é hora de parabenizarmo-nos a todos.

       A belíssima integração da edificação do Paço Municipal, ao conjunto arquitetônico do Centro Histórico da Praça Balthazar de Bem, somando-se ao Château d'Eau e à Catedral, é de uma riqueza patrimonial que interfere nos sentimentos até dos mais insensíveis.

Foto:  Brasil Sul Drones




MURO DA ANTIGA CADEIA

     A coordenadora geral do movimento de voluntários Arq Elizabeth Thomsen e o Arq Osni Schroeder, Coordenador Adjunto, acompanham estes momentos finais da obra, fiscalizando detalhes que contarão a história da edificação, um deles o que sobrou do antigo muro da cadeia que ali havia, que será preservado na sua condição presente, praticamente sem intervenção.


JARDIM
Secretario Henrique Witeck,
Arquiteto, Urbanista, Paisagista e Biólogo

      As obras presentes de restauração também estão concentradas no jardim lateral de acesso à Prefeitura de Cachoeira do Sul, com a implantação de um belo projeto paisagístico.


        A preparação para pavimentação e acesso às pessoas com deficiência seguem o projetado, acompanhadas pelo Secretário do Meio Ambiente Henrique Witeck e pela bióloga Márcia Streck. Este apoio garantirá que as intervenções relatadas tenham perfeita harmonia com aquela área verde.






PAVIMENTAÇÃO DO PASSEIO PÚBLICO

Foto: Ione Sanmartin Carlos
       Chegaram as pedras de basalto regular lixado, que irão compor o revestimento do passeio público no entorno da edificação do Paço. O passeio anterior, de pedras irregulares (não original) foi removido.




ANTIGO REVESTIMENTO DE PISO DO PASSEIO PUBLICO


Os trabalhos atuais no passeio público tinham
um encontro marcado com os restauradores 

         Quando foi executada a remoção de raízes das árvores que haviam na parte fronteira ao Paço, descobriu-se um pequeno trecho de ladrilhos hidráulicos da antiga pavimentação sob a então existente, fato registrado anteriormente neste blog.

        Esta pavimentação antiga foi protegida provisoriamente. A primeira fase da restauração recém iniciava e os ladrilhos ficaram sob a calçada que estava sendo reconstituída. Imaginou-se que quando chegasse o momento atual de intervenção, se tomaria a decisão do como preservar a informação histórica que continha. 

       Considerando a impossibilidade técnica de incorporá-la ao passeio que será reconstruído agora (diferença insuperável de nível) optou-se por retirar dela um bloco representativo e incorporar esta peça histórica ao mostruário que se projeta para compor detalhes da construção original, que necessitaram ser removidos. 

      As fotos demonstram esta ação atual, que teve a participação ativa da Coordenadora Elizabeth Thomsen (foto acima)

          Então ocorreu mais uma agradável surpresa. Do passado, incorporado ao  bloco de ladrilhos hidráulicos descoberto, veio a base de assentamento que era uma pedra regular de Grês, muito provavelmente o tipo de pedra utilizada na primeira pavimentação do passeio público (foto abaixo).




Acabamentos internos estão adiantados





Fotos: Renato Thomsen    Texto: Osni Schroeder