terça-feira, 23 de agosto de 2016

PAÇO MUNICIPAL - Pesquisa e visita técnica (23/08/2016)

Artista plástico e escritora pesquisam o Paço Municipal
Foto: Elizabeth Thomsen
        
          Na tarde de ontem o artista plástico Antonio Albino Maciel e a escritora Célia Maciel, acompanhados das arquitetas Elizabeth Thomsen e Bianca Nunes, conheceram a obra de restauração do prédio histórico do Paço Municipal.

Foto: Antonio Maciel

          Os ilustres visitantes ficaram surpresos com a qualidade dos trabalhos em execução e muito satisfeitos em constatar que a memória cachoeirense está sendo resgatada com profissionalismo. Eles ainda registraram várias fotos dos inúmeros detalhes arquitetônicos em processo de restauração. A coleta de imagens deverá ser utilizada nos seus próximos trabalhos culturais.

Foto: Antonio Maciel

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VISITA TÉCNICA



          No inicio da tarde  de hoje os Coordenadores do movimento, Arquiteta Elizabeth Thomsen e Arquiteto Osni Schroeder, visitaram a obra e acompanharam alguns trabalhos em andamento.









3 frentes de trabalho da Empresa Granzotto:
paredes, pisos e forros no pavimento inferior.






FORRO NA FUTURA
SALA DO COMPAHC

           Continuam os trabalhos de execução de forros e roda-forro de madeira no pavimento térreo. Agora iniciam os trabalhos de montagem do forro na sala da frente, no pavimento inferior, que será dedicada ao COMPAHC.

           Peças especiais de madeira nobre são confeccionadas na própria obra, com equipamentos adequados e profissionais competentes, trazendo de volta a grandiosidade deste prédio histórico .

No pavimento superior a etapa de montagem
 dos forros já está concluída.







REVESTIMENTO NO FORRO
DA ANTIGA CADEIA

      O revestimento de argamassa no forro da antiga cadeia está bastante degradado, considerando o tempo excessivo que ficou exposto a infiltração de umidades provenientes da deficiência na impermeabilização do terraço que cobre o local.

     Equipes de profissionais em restauração de revestimento estão trabalhando a todo o vapor para recuperar estes revestimentos comprometidos.

     As iluminações zenitais, que estavam escondidas por forros de madeira nestes locais foram recuperadas e voltarão a ter a função de iluminar os ambientes.










GRAFFITIS  NA CADEIA DOS ANOS 60?



O Paço Municipal é sensacional! 


           Além da nossa história que ele evoca, além da beleza arquitetônica e da multiplicidade de funções que ajudou a desempenhar ao longo da história imperial e republicana de Cachoeira, o prédio apresenta detalhes espetaculares que desafiam a imaginação dos parceiros voluntários e dos pesquisadores da história que também estão ligados à restauração do prédio.

      Quando se pensava que detalhes pitorescos já haviam se apresentado todos, como a grade da cadeia escondida entre paredes por aproximadamente 100 anos, ou as várias camadas e tipos de pintura que protegeram paredes, ou os detalhes construtivos de uma mal construída escada de madeira e de outros locais, aparece mais um! 

      A inspeção da Arq Elizabeth Thomsen e do Arquiteto Osni Schroeder na área da antiga cadeia, para escolher o trecho do arco de cobertura que vai ficar na condição de revestimento e pintura em que se encontra, como forma de registro de um trabalho do passado, descobriu-se em um dos arcos do local, dois graffitis muito provavelmente feito(s) por preso(s) que estiveram "hospedados" à  força no local.

     As manifestações artísticas têm relação com o final da década de 50 do século passado, quando o local ainda era utilizado como cadeia da cidade.

     O primeiro desenho (acima) mostra uma pessoa com uniforme militar, destacando-se o quepe, com brasão na parte superior, e a inscrição "General Távora" e a provável assinatura do artista denominando-se como "cabeludo". O General Távora foi um dos líderes da revolução de 1930, representando a participação do povo nordestino naquele movimento. Na década de 50 foi candidato derrotado numa das eleições para a presidência da república, sendo também senador na década de 60 .

        O segundo desenho (acima), de menor expressão, representa alguém que está discursando, e tem a inscrição de "Meneguetty", governador do Rio Grande do Sul no final dos anos 50.


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CENTRO HISTÓRICO DE CACHOEIRA
VIVE MOMENTO DE RESTAURAÇÃO


Fotos: Renato Thomsen        Texto: Osni Schroeder



sexta-feira, 19 de agosto de 2016

CHÂTEAU d'EAU - Antonio Sarasa palestra na AMICUS

          A ASSOCIAÇÃO CACHOEIRENSE DE AMIGOS DA CULTURA (AMICUS) PROMOVEU, ONTEM ÀS 18h e 20m NO AUDITÓRIO DA CASA DE CULTURA PAULO SALZANO VIEIRA DA CUNHA, UM ESCLARECEDOR DEBATE SOBRE A SIMBOLOGIA PRESENTE NO CHÂTEAU D'EAU, NOS SEUS DETALHES E COMO UM TODO.


         O SIMBOLISMO PRESENTE NO NOSSO MONUMENTO MAIS IMPORTANTE É UMA MENSAGEM PROPOSTA POR ANTIGOS MESTRES CONSTRUTORES PARA AS FUTURAS GERAÇÕES DE CACHOEIRENSES.



ANTONIO SARASA

Palestrante: ANTONIO SARASÁ - Mestre Restaurador

Empresa: STUDIO SARASÁ - Restauradora do Château d"Eau



          O palestrante do concorrido evento promovido pela AMICUS, explanou diretrizes e decisões técnicas que estão sendo adotadas no restauro do Château D'Eau. Apresentou em primeira mão para a comunidade cachoeirense algumas prospecções identificativas de pinturas antigas, tanto do monumento como da própria figura do Netuno e suas Ninfas. Apresentou também ensaios de pintura das Ninfas e do monumento, vinculados tecnicamente à situação original quando da sua construção.






              Falou algo sobre a simbologia nos detalhes do monumento, mas concentrou sua fala nas probabilidades prospectadas em muitas observações que teve oportunidade de fazer, da estreita ligação do monumento com a lua e o sol, figura destacada na ciência da astronomia e até na astrologia.



      Destacou na sua fala as Ninfas, que são realmente relacionadas ao Netuno deus das águas e não representação de camponesas como haviam suscitado anteriormente alguns cidadãos interessados na simbologia do monumento histórico.



          Sobre a origem ou a inspiração que levou o projetista do Château D'Eau apresentá-lo como é, Sarasa referiu um monumento semelhante em Roma, na Itália: a Capela de Tempietto di San Pietro in Montorio - construído por Donato Bramante (1ª obra do Renascentismo) que apresenta iguais características e números de pilares, abóbada, inserção de elemento no topo da cobertura, assim como a similaridade em vãos deixados na lajes e elementos sugeridos no piso - foto abaixo:

Foto: WIKIPEDIA
Link: https://pt.wikipedia.org/wiki/San_Pietro_in_Montorio

         A não similaridade aparente é que o nosso Château'Eau tem três níveis enquanto que a capela em Roma tem apenas dois. 

        A capela romana, construída nos primórdios do período renascentista, era dedicada aos cristãos martirizados e posteriormente sacrificados.



PÚBLICO PRESENTE
           

        A comunidade de Cachoeira do Sul respondeu ao chamado da AMICUS e compareceu em bom número e qualificação cultural.

          O espaço destinado às perguntas, oferecido pelo palestrante, foi tão rico nas questões suscitadas que pode-se afirmar que ocorreu uma palestra à parte nesta noite memorável, a qual ficará marcada positivamente no calendário da cultura cachoeirense.


         Confirma-se, mais uma vez, a assertiva de que Cachoeira do Sul é uma cidade que aprecia cultura. A quantidade de interessados no tema da simbologia do Château'Eau e a qualidade das manifestações pelos presentes comprovam a tese e nos inspira a diversificar e provocar ainda mais debates neste nível.


Fotos: Renato Thomsen       Texto: Osni Schroeder



AVALIAÇÃO 

           O evento, inicialmente programado para ser um momento de conhecimento e discussão da simbologia presente em elementos do Château'Eau, transformou-se pelo conhecimento transmitido pelo palestrante em algo muito maior para Cachoeira do Sul.

          A simbologia dos elementos do monumento ali representados carrega na mensagem simbólica de verdades universais que estão presentes em vários monumentos, igrejas, palácios e praças pelo mundo inteiro. Ter um monumento simbólico da grandeza do nosso já é um privilégio. E ele ali está desde a década de 20 do século passado. 

        O algo maior, sugerido por Antonio Sarasa, é de que o nosso monumento histórico é uma conjugação matemática e astronômica de orientação aos cidadãos cachoeirenses em relação aos períodos de tempo, mudança de estações e, provavelmente, previsões climáticas, sempre relacionando o sol com o tempo e os componentes arquitetônicos da edificação. Um autêntico relógio de sol que marca o tempo em escalas maiores do que as do dia.

       Algumas fotos registradas em junho deste ano, durante o período de solstício de inverno, no nascer e no por do sol, identificaram interessantes luminosidades e outros detalhes, não vistos em outros períodos do ano.

       Estas particularidades assemelham-se às encontradas em resquícios das civilizações andinas, quando o calendário anual era marcado por uma determinada incidência de sol, passando por uma pequena fenda na parede e iluminando a representação de um deus dos incas.

       Não estamos proibidos de imaginar algo muito parecido no nosso Château'Eau.


      A instigação da nossa imaginação, feita pelo palestrante da noite, autoriza-nos a imaginar grandioso o histórico Château'Eau e assim trazer para a realidade fática este nosso sonho.




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O RESTAURO


          No ano passado chegou-se a criar um movimento voluntário para restaurar o Château d'Eau (coordenado pelo Arquiteto Osni Schroeder) - em cumprimento ao convênio de 2011, celebrado entre o Município de Cachoeira do Sul e a Companhia Riograndense de Saneamento, com o projeto de restauro já aprovado pelo IPHAE:

logomarca do grupo comunitário


           
             Houve uma reunião para definir a logística da obra, em 09 de julho de 2015, no Gabinete do Prefeito Municipal Neiron Viegas, com o Superintendente Institucional da CORSAN André Finamor, além integrantes do novo movimento pela restauração e do COMPAHC (documentado pela repórter Lena Caetano, da TV NTSul, à época - link abaixo).



TV NTsul


Logo abaixo o vídeo com as primeiras providências
já tomadas para que se chegasse ao estágio atual:



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Logo abaixo a reportagem de Lena Caetano,
em 22/08/2016, sobre o restauro em andamento



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Fotos: Renato Thomsen       Texto: Osni Schroeder

quarta-feira, 17 de agosto de 2016

PAÇO MUNICIPAL - Prefeito convida M.P. a visitar obra de restauro (17/08/2016)

17 de agosto
Dia do PATRIMÔNIO HISTÓRICO



         Na manhã de hoje, data especial em que se comemora o Patrimônio Histórico Nacional, foram convidados os integrantes do Movimento pela Restauração, do COMPAHC e do Ministério Público de Cachoeira do Sul (representado pelas Promotoras de Justiça Drª Maristela Schneider e Drª Débora Jaeger Becker) para uma reunião no Gabinete do Prefeito. No encontro foram tratados assuntos referentes à preservação do patrimônio histórico cachoeirense e o ótimo momento atual para os nossos bens culturais graças ao engajamento da comunidade.


         Após a reunião, o Prefeito Neiron Viegas convidou a todos os presentes para uma visita guiada, pelos arquitetos Elizabeth Thomsen e Osni Schroeder, através das obras de restauração executadas no prédio histórico do Paço Municipal pela Empresa Construções Granzotto:



VISITA À OBRA DE RESTAURO


            A visita começou com a apresentação às Promotoras da estrutura física original da edificação de Câmara, Júri e Cadeia.

           O percurso pelas dependências internas começou pela estrutura da antiga cadeia, de um corredor centralizado, tendo de cada lado as celas dos presos no passado. Chamou especial atenção a arquitetura estrutural de forro em arco, tendo um arco central mais alto e dois laterais menores.




         Na antiga cadeia civil foi apresentada a grade original de uma das celas, escondida entre paredes por quase 100 anos e que foi revelada novamente durante o início das obras. Ainda no mesmo local foram mostrados os sacos de argamassa com traço especificado para ser utilizado na restauração de prédios antigos, fabricados especialmente para a obra do Paço Municipal pela empresa Dagoberto Barcelos de Caçapava do Sul/RS.



SALÃO PRINCIPAL DO TÉRREO

         No salão principal do térreo, onde atualmente está sendo montado o novo assoalho, com tábuas de grápia de 30 cm de largura e 4 cm de espessura, chamou a atenção dos visitantes a estrutura do entrepiso superior de madeira, que foi mantida na sua originalidade com os materiais e o sistema construtivo da época. 


APOIO DE PROVÁVEL PAREDE DE TAIPA-DE-MÃO

         Ainda objeto de algumas discussões entre os integrantes do Movimento, o relato de uma antiga "galeria" existente no pavimento térreo, ao lado da antiga Sala do Júri. Segundo relatos do Arquivo Histórico Municipal, ela que demolida no início do século 20 por estar se apresentando como parede "por cair", formando um amplo e arejado salão no pavimento térreo, após sua retirada. 

       Na foto acima, os pilares de alvenaria maiores que apoiam o barroteamento do assoalho, mantidos na sua originalidade, apresentam uma linha reta no sentido da entrada para o fundo. Esta particularidade denota a probabilidade destes pilaretes sustentarem, na época, um apoio de peças de madeira, base de uma parede com a técnica construtiva de taipa-de-mão.



Empresa Granzotto adianta os pisos
e os forros do primeiro pavimento






SALA DO COMPAHC
ENGENHEIRO DANILO ALVES CUNHA
       
        Na sala designada para alojar o Conselho Municipal de Patrimônio Histórico Cultural de Cachoeira do Sul, destacou-se a recuperação da volumetria original com a retirada da laje de concreto, a 3 metros de altura, restauração das esquadrias e a reconstrução do piso de madeira que havia sido substituído por aterro e cerâmica, em intervenções passadas.

        A promotora Debora Jaeger, ao observar a variada gama de camadas de tinta que foram aplicadas nas paredes internas ao longo do tempo, sugeriu que seria muito adequado, na sala do COMPAHC, deixar no local as marcas das pinturas realizadas em intervenções passadas - opção esta que já vem sendo estudada.




NO PAVIMENTO SUPERIOR

         A vista privilegiadamente única da praça Balthazar de Bem, a partir do Paço Municipal no seu pavimento superior, foi motivo de surpresa para as duas Promotoras visitantes. Igualmente os revestimentos de forros, roda-forros, pisos e rodapés em madeira nobre, chamaram a atenção pela qualidade do material e do acabamento.

   
          Nesta visita guiada realçaram-se as intervenções necessárias que tiveram de ser realizadas nas esquadrias originais, destacando a reconstrução quando não haviam mais condições de restauro, assim como a restauração profissional das peças de esquadrias em condições de serem recuperadas.



PAREDE DE TIJOLO À VISTA

           A manutenção da retirada do revestimento de uma parede na frente da saída do elevador, revelando os antigos tijolos e a técnica de assentamento à vista, foi elogiada pelas visitantes considerando ser este um exemplo claro da valorização de uma técnica construtiva aplicada originalmente na edificação.

         Foi informado que havia a disposição do grupo de técnicos do Movimento de optar por esta demonstração. Opção esta que foi adotada a partir de opinião técnica externada por professores do curso de Arquitetura da UFSM, em visita ao local anteriormente.



TERRAÇO

          No terraço, foi apresentado o mostruário de telhas originais do prédio e as claraboias lançadoras de luz para as antigas celas e corredor central da cadeia, logo abaixo. Nestes locais as grades originais de ferro estão intactas e serão mantidas.

        

         Foi possível detalhar, a partir do terraço, as responsabilidade pelas duas etapas efetuadas nas obras de recuperação dos telhados. Relatou-se a execução pelo 3º Batalhão de Engenharia de Combate do telhado no nível superior. Os dois no nível inferior, foram realizados pela Empresa Construtora Granzotto, vencedora da licitação pública e que segue no meticuloso trabalho de restaurar o restante da edificação.




ESCADAS FINALIZADAS
            Os visitantes puderam subir e descer os dois lances de escadas, do térreo até o pavimento superior, em total segurança. Tarefa viável somente agora que os antigos degraus (totalmente degradados) foram reconstruídos conforme a forma original.


NOS JARDINS DO PAÇO MUNICIPAL

        No jardim lateral, as Promotoras manifestaram-se  impressionadas com a imponência da edificação histórica do Paço Municipal. A Arquiteta Elizabeth Thomsen chamou a atenção para algumas marcas claras de intervenção posterior à construção original, na construção da Sala do Intendente, função "nova" que veio com o advento da República.


         A voluntária destacou também o acesso individualizado para pessoas portadoras de necessidades especiais (conforme a legislação), que se dará pelo jardim interno da Prefeitura Municipal.


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MANIFESTAÇÃO INFORMAL

       As duas ilustres visitantes, manifestaram-se impressionadas com o ritmo e a qualidade da obra de restauro. 

      A promotora Débora Jaeger Becker afirmou que acompanha a restauração por notícias nos jornais e especialmente pelo blog do Movimento, mas que somente teve a ideia exata da dimensão da obra a partir desta visita feita a convite do Prefeito Neiron Viegas.

     A promotora Maristela Schneider também manifestou-se muito impressionada com a grandiosidade e a qualidade da obra de restauro elogiando a ação proativa da Prefeitura e da comunidade, no sentido de preservar um patrimônio tão belo e com especial significado histórico.

Fotos: Renato Thomsen     Texto: Osni Schroeder



SENTIMENTOS DOS VOLUNTÁRIOS DO 
MOVIMENTO PELA RESTAURAÇÃO DO PAÇO MUNICIPAL

        "A visita à obra de restauro da edificação histórica do Paço Municipal, pelas Promotoras Públicas Maristela Schneider e Débora Jaeger Becker, a convite do Prefeito Neiron Viegas, tem muitos significados para nós.

       O primeiro, e mais importante, é de responsabilidade. Isto porque o Paço Municipal é um prédio tombado pelo COMPAHC, protegido por lei municipal para ser mantido na sua integralidade, cabendo à comunidade cachoeirense a cobrança do respeito à legislação vigente, mas especialmente ao Ministério Público Estadual, instituição que as Promotoras integram.

     O segundo é o de que, ao contrário de temer a visita informal das duas Promotoras do M.P. no local das obras, sentimo-nos orgulhosos por terem aceito o convite do Prefeito Municipal e assim revelar o comprometimento com a história arquitetônica do prédio.

    O terceiro sentimento é da confiança no trabalho sério do restauro em curso, mais uma vez demonstrada pelo Prefeito Neiron Viegas. Sua atitude de comprometimento com a obra é um recado claro de confiança no profissionalismo adotado.

    Mas o maior sentimento nosso é de alegria e prazer pela oportunidade de sermos protagonistas de uma obra grandiosa, quase que única, por suas características.

    Do Prefeito de Cachoeira do Sul, sua equipe, do autor do projeto de restauro, dos voluntários, da empresa Granzotto (sua arquiteta restauradora, engenheiros e técnicos), do mestre de obras e até o seu mais humilde operário, batem fortes corações - convictos de que viver vale a pena quando o resultado são boas obras."