sábado, 6 de março de 2021

Calçamento histórico está sendo restaurado


Calçamento decorado da “Subida dos Bancos”
Mirian Ritzel

               O calçamento decorado da Rua Sete de Setembro, quadra conhecida como “Subida dos Bancos”, tem sido paulatinamente arrasado em sua geometria quando há necessidade de “consertar” vazamentos ou estragos provocados pelas chuvas.


No último mês de fevereiro, em razão de volumosa chuva que se precipitou sobre a cidade, a Secretaria Municipal de Obras precisou escavar toda a lateral esquerda da quadra decorada, no sentido sul/norte, para ajustar o sistema de canalização das águas pluviais. A obra exigiu a retirada de todos os paralelepípedos, desfazendo o mosaico original ali assentado.


O calçamento foi caprichoso trabalho realizado em 1927 pelo empreiteiro José Torrano e equipe, especializados nesse tipo de pavimentação. Como a quadra em questão era a primeira da Rua Sete de Setembro, a partir da antiga estação ferroviária, decorar o calçamento foi forma de dar boas-vindas aos que na cidade adentravam por aquele quadrante. A Rua 15 de Novembro, fronteira ao antigo Paço e ao Château d’Eau, bem como a quadra defronte à Catedral ostentam trabalhos semelhantes também executados sob a orientação de José Torrano.



A retirada total dos paralelepípedos para a execução das obras de canalização causou preocupação. Mas o que poderia se tornar um desastre na recolocação aleatória das pedras transformou-se em grata surpresa pelo cuidado na reposição das peças que compõem o mosaico. Os calceteiros Maurício Berté Oliveira, Vanderlei Gomes do Nascimento e Moisés Domingues Nunes trabalharam incansavelmente para devolver àquela quadra especial da Sete a sua condição de “tapete” decorado.

              O trabalho exigiu um planejamento gráfico, a partir do padrão existente na parte oposta da obra, incluindo a busca de pedras pretas faltantes, distribuídas em outras ruas da cidade. 



Muitas foram as manifestações de apreço pelo belo e cuidadoso trabalho dos servidores da Secretaria Municipal de Obras, com créditos ao secretário Luciano Lara, que soube reconhecer o valor histórico-cultural daquele trecho da Rua Sete de Setembro, priorizando sua recomposição mesmo diante da grande demanda de trabalho afeito à sua pasta.


Parabéns aos envolvidos! A nossa história agradece!




Jornal do Povo digital - 06/02/2021





Abaixo, o link para a reportagem da TV NTSul
sobre a recuperação do calçamento na Rua 7:




Abaixo link para vídeo aéreo, com o 
resultado dos trabalhos da Secretaria de Obras:



            Parabéns à Secretaria de Obras e seus competentes calceteiros, pelo trabalho de recuperação deste pedaço da História de Cachoeira do Sul.
            Espera-se, agora, que no futuro próximo continue este resgate nos outros pontos afetados em intervenções passadas.

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sábado, 27 de fevereiro de 2021

Estúdio Sarasá promove manutenção no Château d'Eau

                  O restaurador Antônio Sarasá chegou no dia 24 de fevereiro à Cachoeira do Sul, para procedimentos de manutenção estética e preventiva no monumento histórico Château d'Eau, conforme mostra a reportagem da TV NTSul no link abaixo:

          

LINK: Clique aqui



                Junto também veio o técnico Dedé, que já trabalhou no restauro do Château d'Eau e na edificação da União de Moços Católicos:
        


                    A arquiteta Elizabeth Thomsen entregou ao restaurador um exemplar do livro #belaquesóela, comemorativo aos 200 anos de emancipação do município. Nele aparece o trabalho do Estúdio Sarasá em várias imagens:


              A Diretora do Arquivo Histórico Municipal, Profª Mirian Ritzel, também foi conferir de perto as obras de limpeza:


              No dia 25 houve uma reunião na Casa de Cultura, para troca de informações e instruções que serão repassadas a alguns funcionários municipais sobre os procedimentos corretos para a manutenção do monumento ao longo do tempo.






              Os trabalhos de manutenção preventiva e a limpeza terminam no sábado, dia 27 de fevereiro, quando então Antônio e sua equipe retornam para São Paulo. Mas ele disse que em breve voltará à Cachoeira do Sul para prestar uma homenagem ao amigo Osni Schroeder, ex-presidente da AMICUS, recentemente falecido.







JORNAL DO POVO - 26/02/2021
 

Armando Fagundes - JP 02/03/2021


Clique no link abaixo, para assistir a
um pequeno vídeo com as ações do
Estúdio Sarasá no Château d'Eau:




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quarta-feira, 10 de fevereiro de 2021

O restauro da CASA AUGUSTO WILHELM


Um presente para a centenária Casa Augusto Wilhelm


               Quando os proprietários da Casa Augusto Wilhelm começaram a empregar o famoso slogan “Insista, periga ter”, provavelmente não dimensionaram a força que ele teria no imaginário das gerações que a frequentaram. Mesmo decorridas décadas do encerramento das atividades e o centenário de fundação, muitas são as lembranças sobre o interior da loja, as promoções, os proprietários, os atendentes e a variedade e diversidade dos produtos que comercializava.



               “Insista, periga ter” tornou-se o espírito do negócio e praticamente o sinônimo da Casa Augusto Wilhelm, pois não há quem dela fale sem associar às lembranças o dito que pendia escrito numa placa.



               Pois agora, como um presente pelo centenário completado em 17 de janeiro de 2021, o prédio que abrigou a casa passará por caprichado restauro da fachada, sem descuidar das suas bem conservadas instalações internas. O trabalho será dirigido pela arquiteta Elizabeth Thomsen, profissional que ali empregará toda expertise na área, aliando ao trabalho o entusiasmo e o amor que nutre pelos bens da memória cachoeirense.



               Em um celebrado anúncio à comunidade, a engenheira Lúcia Wilhelm Véras de Miranda, uma das proprietárias do imóvel, enfatizou que mais do que o compromisso com o patrimônio arquitetônico, cultural e afetivo da comunidade, a família tratará a edificação com o respeito devido a Lya Wilhelm, uma das maiores lideranças culturais do município, especialmente no que tange à preservação dos bens de memória.


               A Casa Augusto Wilhelm recebe um presente pelo centenário e Cachoeira do Sul retomará, com seu restauro, a dignidade que aquela nobre quadra da Rua Sete de Setembro ostentava desde 17 de janeiro de 1921, quando viu se abrirem as portas da loja que nunca mais saiu da lembrança de quem um dia por ela transitou.

 

Mirian R. M. Ritzel,

09/02/2021




Jornal do Povo - 10/02/2021

Jornal do Povo - 02/02/2021


Abaixo o link para a reportagem da TV NTsul - Cachoeira

LINK:  CAW


domingo, 27 de dezembro de 2020

Homenagens através do Jornal do Povo



Osni Schroeder

           O desaparecimento precoce de Osni Schroeder, arquiteto e defensor dos valores da cultura cachoeirense, ocorrido em 18 de dezembro de 2020, segue repercutindo.

          Sua participação permanente e inconteste na defesa do patrimônio cultural de Cachoeira do Sul foi marcante o suficiente para que formadores de opinião das mais diferentes áreas reverenciem seu nome e atuação, destacando os atributos do cidadão que soube fazer uso não somente dos seus conhecimentos profissionais, mas principalmente do seu compromisso e amor pela terra natal, para promovê-la e enaltecer os seus valores e potencialidades.


A morte leva o homem,
mas deixa inscritas suas obras.

Mírian Ritzel










domingo, 20 de dezembro de 2020

Vídeos #belaquesóela (participação de Osni Schroeder)

                  Listamos abaixo, link de uma Live transmitida pela TV Cachoeira Novo Tempo, em seu canal do YouTube no dia 16 de dezembro de 2020, com o lançamento oficial do Livro-Arte 200 anos - CACHOEIRA DO SUL #belaquesóela.

                A repórter Telma Thomaz entrevista a presidente da AMICUS, Profª Marisa Timm Sari, a vice-presidente do COMPAHC, Profª Mirian Ritzel e o tesoureiro da AMICUS, Arqtº Osni Schroeder (em sua última aparição pública, promovendo a Cultura cachoeirense):


LINK:  Live #belaquesóela TV NTSul




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          Devido a problemas técnicos na transmissão da Live acima, o vídeo promocional do livro dos 200 anos (que foi utilizado intercalado com a entrevista) apresentou problemas de baixa qualidade nas imagens. Por este motivo disponibilizamos, abaixo, o link para o vídeo original em alta definição.

          Neste vídeo, o Arquiteto Osni Schroeder aparece na Ponte de Pedra sobre o Rio Botucaraí, em 2010, falando sobre a recuperação daquele monumento, através de um movimento comunitário criado por ele. Também aparecem várias cenas de suas obras de restauro em Cachoeira do Sul, como o Museu/Paço Municipal, Château d'Eau, Cine Theatro Coliseu, União de Moços Católicos, Catedral Nª.Sª. da Conceição, Estação Ferreira, entre outros:


LINK:  Vídeo 200 anos - CACHOEIRA DO SUL #belaquesóela


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          A TV Educativa do Rio Grande do Sul transmitiu reportagem, pelo programa Redação TVE, sobre o lançamento do livro. Segue o link, abaixo:





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Desejamos a todos um Feliz Natal.



sábado, 19 de dezembro de 2020

HOMENAGEM

               


          A comunidade cachoeirense, os grupos culturais e patrimoniais, além da imprensa local, rendem homenagens a OSNI SCHROEDER pelo legado da sua obra e pelo seu carisma exemplar:


PONTE SEM PEDRA

(para Osni Schroeder)


"Um arquiteto da memória 

trabalha com pedra-algodão,

fazendo uma ponte suave

aos sentidos e firme

diante das intempéries. 

Encaixa os muitos ontens 

em cada cálculo e previsão,

sugerindo que os amanhãs 

não se cansam de chegar.

Um homem se eterniza

quando lembramos dele,

da sua bondade como base

da construção da vida,

da sua luta para que a cultura 

seja a abertura da varanda,

de qualquer varanda.

Um homem não viveu em vão 

quando se fez ponte,

sem pedra ou aço,

para que a sua cidade não se perca 

na correnteza do efêmero. 

No bagageiro da Rural cabia 

por inteiro a Cachoeira

de tantas emoções. 

Na Estação da Ferreira 

um homem-memória 

embarcou no trem da história."

 

Robson Alves Soares

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Gratidão

Chulipa Möller

           Sou um privilegiado por ter sido contemporâneo do Osni.

          Uma matéria jornalística intitulada “Últimos desejos”, de autoria de Larissa Roso, relata as entrevistas feitas ao longo de um ano com pacientes que descobriram a proximidade da morte. Sem esperança de sobrevida recebiam, como uma das formas de conforto, a concessão de um último desejo. Na reportagem a jornalista descreve a sua surpresa com a natureza singela dos pedidos:  dormir na própria cama, tomar chimarrão no pátio de casa, preparar uma comida caseira para as pessoas que amavam, abraçar o pai. Em todos os desejos, mostravam mais vontade de dar do que receber.

          No entanto, para algumas pessoas não há necessidade de pedir mais tempo para dar, antes que a morte chegue, pois já se doaram ao longo de suas vidas. Além do envolvimento com seu trabalho, encontram espaço até para gerenciar e representar sua classe profissional.

          Gastam boa parte do seu tempo, que poderia ser de lazer e desfrute, na defesa do patrimônio histórico da sua aldeia, por exemplo. Mas não só em atividades divulgadas e de conhecimento público. Atuam também como anônimos projetistas na urbanização da área de um asilo comunitário e, percebendo as dificuldades materiais enfrentadas pelo mesmo intermediam doações de seus irmãos de maçonaria para ajudá-lo. E ainda mais, praticam caridade profissional, ou seja, elaborando os laudos de sua expertise exigidos pela legislação trabalhista para este mesmo asilo. Tudo isto sem nada cobrar.

          Qualquer um sentir-se-ia privilegiado e honrado por ser contemporâneo e amigo de uma dessas pessoas. Ainda mais se o destino os aproximar desde os tempos ginasiais e, mais tarde pela profissão e pela cidade onde decidiram viver. Seguindo o exemplo de seu pai, Osni Schroeder esteve sempre disponível para a sua comunidade. E no asilo deixou sua marca em todas as vezes que o seu auxílio profissional foi necessário.

         Que o Grande Arquiteto do Universo o receba em seu projeto celestial e neste plano conforte seus familiares e amigos! Como consta em Isaías (25:8), “Ele enxugará as lágrimas dos olhos”.

 Muito obrigado, Osni!

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          O Jornal do Povo relata em reportagem, na sua edição de hoje, um pouco da vida e da extensa obra do Arquiteto e Ativista Cultural Osni Schroeder:      






Enio Santos (Guaíba) em 18/12/20
Morte precoce
"É lamentável a partida precoce deste ícone da cultura de nossa cidade, vá na paz do senhor, um dia nos encontraremos, meu amigo. 🙏"


Gilberto Baisch (Petrópolis) em 18/12/20
TRISTEZA
"Ainda ontem conversei longamente com o Osni, em sua casa na Ferreira.
Agradável, educado, tinha um grande orgulho da Casa de Passagem ou Casa de Acolhimento junto ao HCB - poucas cidades no Brasil tem este tipo de ajuda aos que procuram os centros maiores em busca da Medicina. Conversamos sobre a "Tinturaria A Fidalga", que muito frequentei, estudando com meu querido amigo Edni, sobre os colunistas do JP, sobre os comentários (meus preferidos) do João Orlando dos Santos.
Meus sentimentos à Família, aos Irmãos da Loja Maçônica Vale do Jacuí e aos amigos.
Descanse em paz, Querido Osni."


Daniel Falkenberg (Florianópolis) em 18/12/20
Mais um GRANDE cachoeirense se foi...
"Que notícia horrível... Pêsames aos familiares e aos tantos amigos que deixou, ao longo duma vida de lutas e máximo respeito à sua cidade e por ela. Grande escritor e colunista do JP, li com grande prazer seu livro que recebi de presente da Renate. Competente profissional que se dedicou à preservação do patrimônio histórico da cidade e influenciou muitos interessados, com seu conhecimento e sua experiência. Colunista sério e equilibrado, era exemplo de qualidade de texto e sensatez simultaneamente. Cachoeira perdeu outro grande cidadão, que tanto lutou por ela! Descansa em paz, grande Osni! Muita força e luz aos que ficam e que o admiravam ou amavam!"


Paulo Sérgio Pereira (Porto Alegre) em 18/12/20
Osni Schroeder
"O melhor de Cachoeira do Sul, são os cachoeirenses.
E, certamente, Osni foi um bom cachoeirense.
Deixa um legado de lealdade e bem querer, aos seus e à sua Terra.
Será lembrado com respeito, carinho e admiração.
Descanse em paz, guerreiro.
Meus melhores sentimentos, aos familiares e amigos."


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OBRIGADO, MESTRE OSNI.


Cachoeira do Sul jamais te esquecerá.