quinta-feira, 19 de maio de 2022

União de esforços trazem esperança para a Estação de Ferreira

 

               A velha Estação de Ferreira, inaugurada em outubro de 1885 e desativada em 1973, que se encontra em estado de abandono e depauperamento, graças à retomada das atividades do Movimento pela Restauração da Estação de Ferreira e de importantes adesões à causa parece estar a caminho de obter a salvaguarda de sua bela e significativa estrutura.



               Com o apoio imprescindível do Município de Cachoeira do Sul, proprietário do bem, representado pela Vice-Prefeita Angela Schumacher Schuh, que colocou à disposição da iniciativa a Defesa Civil do Município, encabeçada por Edson das Neves Júnior e Cristiano Garcia, o engenheiro Maurício Anton e a arquiteta Márcia Heck, além da Procuradoria Jurídica do Município, representada pelo advogado Rafael Rochembach, as primeiras ações emergenciais começaram a ser concretizadas.

               O apoio do Município se traduziu em levantamento técnico dos riscos de colapso da cobertura da estação, procedida pelo engenheiro Maurício Anton e arquiteta Márcia Heck, cercamento provisório do prédio da estação e sinalização de entrada proibida de pessoas no local, procedidos pela Defesa Civil, e confirmação de que material adquirido em 2017 para recuperação do telhado ainda se encontra em depósito e à disposição para emprego quando as obras forem confirmadas.







               No dia 18 de maio de 2022, às 10h30, reunidos os representantes do Movimento com a Vice-Prefeita, os setores da Prefeitura Municipal envolvidos e o Comandante do 3º BECmb, Tenente Coronel Luís Augusto Alves Leal Ferreira, José Pedro Schroeder, em nome dos voluntários, solicitou formalmente o auxílio dos militares nas obras emergenciais de retirada das tesouras e telhas das coberturas da Estação de Ferreira, bem como posterior recolocação utilizando-se do material já disponível e estocado pelo Município. Na ocasião, o Comandante foi informado das ações anteriores de recuperação da Ponte de Pedra e de restauração do Paço Municipal, obras em que o auxílio do 3º BE Cmb foi de suma importância. Demonstrando grande interesse, o Comandante Ferreira informou os trâmites que deverá seguir antes de responder oficialmente à solicitação, mostrando-se solidário com os objetivos dos voluntários e parceiros.







Mirian Ritzel  19/05/2022


Notícias na imprensa:

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sexta-feira, 6 de maio de 2022

Movimento pelo restauro da Estação de Ferreira continua a mobilização

Foto: Renato Thomsen

                A retomada das ações dos voluntários do Movimento pela Restauração da Estação de Ferreira tem obtido vitórias significativas. Na quarta-feira, dia 4 de maio de 2022, representantes do grupo foram recebidos pela Vice-Prefeita e Secretária Municipal de Educação Angela Schumacher Schuh no gabinete do Prefeito, ocasião em que se fizeram presentes, por parte do poder público, Rafael Rochembach, da Procuradoria Jurídica, e Cristiano Garcia, da Defesa Civil. Pelos voluntários compareceram José Pedro Schroeder e Mirian Ritzel, tendo participado também a presidente da Amicus, Marisa Timm Sari.

Eloisa Uliana/Assessoria de Imprensa da SMEd


               Dentre os assuntos tratados, a comunicação à Prefeitura Municipal, proprietária do bem, das ações pretendidas pelos voluntários no intuito de, num primeiro momento,  coibir a depredação da Estação de Ferreira, visando o seu futuro restauro; pedido de autorização para colocar no local placa informativa sobre o bem e de proibição da entrada de pessoas, uma vez que a edificação oferece risco de colapso; autorização para realização de oficina de educação patrimonial aos moradores das redondezas, ofertada graciosamente pelo restaurador Antônio Sarasá, com vistas a reavivar o interesse e o amor pela edificação, sua história e significação para a localidade; solicitação de auxílio à Defesa Civil do Município no trabalho de remoção das madeiras e telhas do telhado que ameaça ruir; designação de um interlocutor entre o movimento e o Município e o estabelecimento de um plano de trabalho conjunto das forças da comunidade e do poder público para que a edificação possa ser recuperada em sua arquitetura e valor histórico-cultural.


                      
  Fotos: Renato Thomsen



               O site da Prefeitura Municipal publicou em seu portal de notícias: Prefeitura e voluntários traçam ações para a Estação Férrea da Ferreira:

 Clique no link abaixo para visualizar: https://www.cachoeiradosul.rs.gov.br/portal/noticias/0/3/7452/prefeitura-e-voluntarios-tracam-acoes-para-a-estacao-ferrea-da-ferreira





               Ficou acertado com a Vice-Prefeita, que assumiu como interlocutora entre o movimento e o poder público, que a Prefeitura Municipal apoiará as ações pretendidas, uma vez que a restauração da Estação de Ferreira é uma obrigação do Município, já que se trata de bem tombado como patrimônio histórico.

Foto: Renato Thomsen


               No dia 5 de maio, às 14h, José Pedro e Eduardo Schroeder, Elizabeth Thomsen, Ione Carlos e Mirian Ritzel compareceram ao Ministério Público para audiência com o Promotor de Justiça Leonardo Giron, responsável pela área de preservação do patrimônio histórico, quando apresentaram material ilustrativo da edificação e seu estado atual, com registros fotográficos feitos por Renato Thomsen, assim como as expectativas de dar dignidade e vida à velha estação. Mas para tal, é preciso que haja a união de esforços entre os entes do poder público e da comunidade. A receptividade do Promotor foi imediata, com boas perspectivas de auxílio aos objetivos do Movimento pela Restauração da Estação de Ferreira, através da indicação de rumos a seguir.

Foto: Ione Carlos

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Texto: Mirian Ritzel


domingo, 24 de abril de 2022

Nova mobilização pela antiga Estação de Ferreira




                 Na iluminada manhã de domingo, 24 de abril de 2022, um grupo de cidadãos reuniu-se em torno da precária edificação da antiga Estação de Ferreira, inaugurada em 15 de outubro de 1885.


            A motivação do encontro vem do interesse de buscar meios de estancar a degradação e espoliação que o imóvel vem sofrendo desde que deixou de ser utilizado pela comunidade que o cerca e dar continuidade ao movimento iniciado pelo saudoso arquiteto Osni Schroeder em 17 de maio de 2016. Naquele ano, alguns voluntários, a exemplo do que ocorrera com a Ponte de Pedra e o Paço Municipal, iniciaram discussões e deram os primeiros passos para a recuperação deste bem que é de valor inestimável para a história do transporte ferroviário em Cachoeira do Sul, tem relevância arquitetônica, com seus traços únicos, e é tombado como patrimônio histórico-cultural.



               O Movimento pela Restauração da Estação de Ferreira retomou suas ações a partir de uma reunião ocorrida no dia 18 de abril de 2022, contando com a pronta e importante adesão da família de Osni Schroeder, representada pela esposa Vera Helena e os filhos Eduardo e José Pedro Schroeder, professores do Curso de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Federal de Santa Maria – Campus Cachoeira do Sul, presidente da Amicus, Marisa Timm Sari, e do restaurador Antônio Sarasá. Na reunião, ficou acertada a visita ao local, aproveitando a estada de Antônio Sarasá em Cachoeira, que levou aos participantes as suas sugestões e orientações advindas da grande experiência no trato com recuperação de bens do patrimônio histórico e com o desenvolvimento de iniciativas de educação patrimonial.



               Com o apoio da imprensa escrita, representada pelo Jornal do Povo, e pelas rádios GVC FM e Popular Web*, a comunidade cachoeirense foi informada dos primeiros movimentos em prol da Estação de Ferreira, sendo convidada a abraçar o mais rapidamente possível ações capazes de atacar, com urgência, os problemas relacionados à estabilidade da edificação e segurança dos que transitam no local em número bastante significativo. Ora, se praticamente em ruínas a Estação é capaz de atrair curiosos e apreciadores da sua estrutura, certamente é porque aquele sítio histórico guarda valores intangíveis que o credenciam à recuperação, acenando com um futuro de novos usos, que sejam proveitosos para dela extrair e difundir o seu valor histórico-cultural e a sua dimensão de bem que habita a memória afetiva de muitos.




               Ficou acertada na visita à Estação que os voluntários sairão em busca dos apoios necessários para conter a degradação, estabilizar a edificação e buscar a sua segurança, a partir de um projeto de restauro e utilização elaborado por Osni Schroeder em 2019. Vencida esta etapa, lançar-se-ão ao desafio de procurar meios de retomar a dignidade da Estação de Ferreira, sonhando em fazer renascer a sua grandiosa história e fabulosa arquitetura.



               Participaram da visita: o restaurador Antônio Sarasá, Vera Helena, Eduardo e José Pedro Schroeder, Luciano Santos, Renato e Elizabeth Thomsen, a presidente do COMPAHC Ione Maria Sanmartin Carlos, Lia Carolina Breyer Schlabitz, Dionas Trindade da Fontoura, Chulipa Möller, Mirian R. M. Ritzel e o repórter Robson Neves, do Jornal do Povo.





Vídeo de 1min. com drone   (15/04/2022):

Texto: Profª Mirian Ritzel

Fotos: Renato Thomsen


JP  20 de abril de 2022
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sábado, 2 de abril de 2022

Cultura cachoeirense

                 



                 As instituições culturais de Cachoeira do Sul estão sob ameaça de falta de pessoal qualificado, em virtude dos professores atuantes nestas áreas não terem o mesmo reajuste salarial concedidos aos docentes nas salas de aula.

                Reproduzimos abaixo a coluna da Profª Mirian Ritzel, no JP de hoje, onde ela conta um pouco da sua bela trajetória profissional assim como a atual situação dos órgãos culturais do nosso município:


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JORNAL DO POVO - 02 de abril de 2022


JORNAL DO POVO - 30 de março de 2022




sábado, 9 de outubro de 2021

CASA AUGUSTO WILHELM - Encarte no JP

O encarte central do Jornal do Povo de hoje conta
 a História e revela detalhes da restauração
da centenária Casa Augusto Wilhelm.


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fotos: Renato Thomsen








sábado, 4 de setembro de 2021

FENARROZ IRÁ INAUGURAR O MEMORIAL NACIONAL DO ARROZ EM OUTUBRO/21

 

                   Em 2011, iniciou-se em Cachoeira do Sul um movimento comunitário para a criação do Memorial Nacional do Arroz com a finalidade de organizar um espaço para registro da história do arroz, a partir da Capital Nacional do Arroz, título conquistado devido à sua contribuição para a região, o estado e o país. O projeto nasceu integrado aos armazéns do IRGA e pretendia criar oportunidades culturais de informação, de educação e de capacitação dos agentes do setor agrícola e da comunidade em geral. A proposta era de criar um espaço destinado a rememorar, valorizar e difundir a importância do arroz na história econômica, cultural e social de Cachoeira do Sul e região para enaltecer o trabalho de todos aqueles que se dedicaram ao seu plantio, colheita e beneficiamento, verificando a sua atualidade e projeção futura.

Para implantar e implementar o projeto, criou-se um grupo de trabalho (GT Memorial) constituído por Jaceguay Barros, coordenador geral; Getúlio Aires, coordenador de captação de acervo; Mirian R. M. Ritzel, coordenadora cultural; Rogério Germanos, coordenador financeiro e Elisa Vogel, secretária. Deve ser salientado o apoio do Instituto Riograndense do Arroz (IRGA), cujos armazéns em Cachoeira do Sul, desde o início do Projeto, foram a sede do Memorial. Cumpre salientar também o apoio da CELETRO e da imprensa local.

O GT, com a colaboração do Rotary Club Cachoeira do Sul, desenvolveu a campanha de arrecadação “Amigos do Memorial” que permitiu a conclusão do projeto museológico e o desenvolvimento da documentação para solicitar os recursos necessários junto ao Ministério da Cultura, via Lei Rouanet.

 Para tanto, buscou-se também o apoio da Prefeitura Municipal, por meio do Núcleo Municipal de Cultura, e da Associação Cachoeirense de Amigos da Cultura – Amicus, presidida por Eliane Schuch, entidade que assumiu a responsabilidade de proponente do Projeto. Comemorou-se sua aprovação em nível federal e iniciou-se o período complexo de captação dos recursos. Dentro do prazo, foram contratadas duas experientes captadoras que não lograram êxito. Neste período, o grupo movimentou-se com êxito na captação de material para o acervo do Memorial.

Inúmeras foram as tentativas para a obtenção dos recursos e apoios necessários para a concretização do Projeto. Com a pandemia, a situação tornou-se mais difícil e, após muitas reuniões entre o GT do Memorial, a Amicus e apoiadores, o agrônomo Jaceguay Barros apresentou a proposta de buscar a FENARROZ para assumir o Projeto a ser levado para as suas dependências, já que o orçamento para a implantação nos armazéns do IRGA era identificado como inviável financeiramente na situação atual. Aprovada a proposta, realizaram-se reuniões com o presidente da FENARROZ, Cel. Francisco de Paula Vargas Júnior e assessores, inclusive nos armazéns do IRGA para conhecimento do acervo.

A FENARROZ aceitou o desafio de assumir e implementar o Memorial Nacional do Arroz, destinando-lhe um espaço muito adequado, próprio para o acervo existente e de fácil acesso para o público pelo interior do Pavilhão de Exposições e também externamente, o que facilita a entrada do acervo pesado e a visitação de escolas e do público durante todo o ano, mediante agendamento. Os reparos de adaptação do local estão a cargo da própria Feira e da Amicus, com apoio dos parceiros: Prefeitura Municipal, por meio da Secretaria Municipal de Agricultura, Secretaria Municipal de Educação, Núcleo Municipal de Cultura/Museu Municipal Edir Lima e Arquivo Histórico Municipal Carlos Salzano Vieira da Cunha. Registre-se também a parceria do Sindicato Rural.

A inauguração do Memorial Nacional do Arroz acontecerá no dia 12 de outubro do corrente ano, por ocasião da abertura da 21ª FENARROZ.

Respondendo perguntas que nos chegam, com base no Plano Museológico do Memorial Nacional do Arroz de Cachoeira do Sul:

Por que Memorial?

No Brasil, Memorial tem sido aproximado ao conceito de Museu. Entretanto, as instituições que preferiram criar memoriais, ao invés de museus, estavam pretendendo destacar a origem e o foco institucional deste espaço, ao mesmo tempo em que pretendiam distinguir-se de iniciativas mais tradicionais.

Por que Nacional?

Justifica-se pela projeção que o cultivo de arroz teve e ainda tem em Cachoeira do Sul. Também porque do município saíram produtores em busca de terras para cultivar arroz pelo Brasil a fora e igualmente porque do município saíram máquinas, equipamentos e tecnologias para abastecer os produtores nacionais. Fica evidente que os membros do GT entenderam, desde suas primeiras reuniões, não querer apenas mais uma instituição parada no tempo. O que não almejavam era criar um depósito de máquinas e equipamentos, enfim, um espaço restrito com documentos para apresentar o passado. O que desejam é uma instituição viva, que utilize o passado para preservar a memória e a cultura, para realizar pesquisas históricas e que essas possam ensinar a geração presente a fazer as reflexões necessárias ao saber efetivo, projetando um futuro ainda melhor para a comunidade de Cachoeira do Sul.



foto: Renato Thomsen

foto: Renato Thomsen



Jornal do Povo - 04 de setembro de 2021


foto: Renato Thomsen



quarta-feira, 18 de agosto de 2021

Placa na Ponte de Pedra

              Ontem, 17 de agosto de 2021 - dia do Patrimônio Cultural, a presidente do COMPAHC, Ione Sanmartin Carlos, providenciou a colocação de uma placa comemorativa na entrada do monumento histórico Ponte de Pedra:

foto: Ione Sanmartin Carlos



"Esta homenagem ao saudoso amigo Arquiteto Osni Schroeder, à esposa Vera e aos filhos Eduardo e Pedro, estende-se aos Conselheiros do Compahc, aos companheiros de primeira hora, no Grupo de Recuperação da Ponte de Pedra e aos demais cachoeirenses que amam e cuidam de nossa #belaquesóela!!!

 Obrigada! Abraços!"

Ione Sanmartin Carlos


foto: Ione Sanmartin Carlos



foto: Renato Thomsen