quarta-feira, 11 de junho de 2014

Desmontagem do forro posterior

           Nesta quarta feira, sob o comando do Sargento Peixoto, teve início a desmontagem do forro da ante-sala do salão principal do andar superior do prédio do Paço Municipal.








         Na parte da tarde, foram recolocadas as novas vigas transversais apoiadas na principal que também foi trocada, pois estava completamente deteriorada.








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segunda-feira, 9 de junho de 2014

Inicia a troca de vigas deterioradas

        Na manhã desta segunda feira o tempo seco (e muito frio) ajudou  a equipe do 3º BECmb a dar um importante avanço na recuperação do telhado do segundo pavimento.



       Iniciaram os trabalhos de substituição das peças de madeira deterioradas pela ação de insetos ou pela agressão por umidade. 


                A primeira peça de grande porte substituída é uma peça de apoio da estrutura de caibros que suportam ripas e telhas. A peça, conforme indicam as fotos, teve de ser substituída pela deterioração total


                    A peça estava apoiada parcialmente na alvenaria de tijolos, e recebia também parcialmente um segmento de alvenaria que apoiava uma calha para escoamento de águas pluviais, construída com elementos cerâmicos. A deterioração desta "calha de cerâmica", causou a infiltração que agrediu a peça de madeira agora trocada.
          




           ACOMPANHAMENTO TÉCNICO

        O Arquiteto Osni Schroeder supervisiona, juntamente com os demais profissionais do Movimento Pela Restauração do Paço Municipal, o meticuloso trabalho dos soldados comandados pelo Sargento Rauber na substituição das peças de madeira deterioradas. As peças repostas são de madeiras nobres, com a mesma dimensão e na mesma localização na estrutura do telhado, sempre mantendo o sistema construtivo original da cobertura superior do prédio do Paço Municipal.







        Na nova peça de madeira nobre, foram realizados com precisão os encaixes necessários para sua integração à estrutura, como os de apoio nas duas pontas, e os de recebimento de travessa  de madeira que apoia linhas de madeiras que suportam os espigões do telhado. 



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10 de junho de 2014

                 Na manhã de terça-feira recebemos a visita dos novos proprietários da empresa de coleta de resíduos PAPA-ENTULHO, Sr. Sérgio Gonzaga e Sr. Ramiro Luís Gonzaga, que confirmaram a colaboração da empresa com os trabalhos de restauração do Paço.



      Durante a visita ao prédio, o Sr. Ramiro Luís Gonzaga relatou que, em 1945 ou 1946, acompanhou seu pai na visita a um preso na cadeia e narrou outro episódio ocorrido em 1956, nos arredores do Paço Municipal, envolvendo um conflito entre soldados e brigadianos. Estas interessantes informações serão repassadas para as dedicadas colaboradoras do Arquivo Histórico Municipal, que certamente nos surpreenderão com novos detalhes garimpados nos seus jornais, guardados com muito zelo.

        Agradecemos a colaboração da Empresa Papa-Entulho, que incentiva os esforços de preservação do Paço Municipal e desejamos sucesso aos novos proprietários.

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             Na manhã de terça feira, sob um frio de 8ºC e muita neblina, a equipe conseguiu fixar a viga nova no lugar exato, aliando técnica e estratégia com precisão.



  


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LUA COMPANHEIRA

         A Lua, numa homenagem aos que trabalham na restauração do Paço Municipal, não foi embora com a luz do dia frio e claro que chegou. Preferiu acompanhar do céu os trabalhos que avançavam. Sua vigilância não escapou do olhar do nosso artista Renato Thomsen.

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sábado, 7 de junho de 2014

Arquivo Histórico revela detalhes sobre construção do Paço

       O Arquivo Histórico de Cachoeira do Sul publicou um interessante relato sobre a construção do prédio do Paço Municipal. Os detalhes podem ser lidos, clicando no link do site logo abaixo:







sexta-feira, 6 de junho de 2014

BADESUL autorizado a financiar Restauro

           Finalmente, após três meses de espera, o Ministério da Fazenda através da Secretaria do Tesouro Nacional liberou o financiamento de R$ 1.905.020,00, pelo BADESUL (Banco de Desenvolvimento do Estado do Rio Grande do Sul), recursos estes que serão utilizados nas obras de restauração do prédio histórico do Paço Municipal de Cachoeira do Sul.

          O Prefeito Neiron Viegas pretende assinar o contrato definitivo o quanto antes, a fim de que a verba pretendida esteja liberada em breve, habilitando o nosso município a começar a licitação de empresas interessadas nos trabalhos definidos no projeto de restauro.

         A boa notícia foi publicada na edição de hoje do Jornal do Povo. O Jornal O Correio, edição de 07/06/14, também publicou a informação. Os textos estão reproduzidos na Página JORNAIS deste Blog e também podem ser acessados através do link abaixo:




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Comentário do Arquiteto Osni Schroeder:





Comentário de Vinícius Severo  -  Jornal O Correio:






quinta-feira, 5 de junho de 2014

Dia de chuva

           Desde a última madrugada chove bastante em Cachoeira do Sul.
           Hoje, pela manhã, o Sargento Rauber foi buscar mais madeira, que será utilizada a partir do momento que o clima permitir.

           

            Quando o tempo dá uma trégua, a equipe do 3º BECmb aproveita para adiantar o serviço e fazer o translado do material até o local da obra.
 


             O processo de "envelopamento" das paredes internas de taipa-de-mão foi concluído e é uma garantia extra na sua preservação.




CHUVA

       A chuva tornou-se uma grande inimiga da recuperação da cobertura do prédio do Paço Municipal. A constante infiltração de água e a umidade acumulada ao longo de vários anos, apesar das proteções agora colocadas, afeta de alguma maneira a nossa edificação histórica.


          Todos os esforços possíveis serão efetuados, pela equipe de trabalhadores e técnicos voluntários, para minimizar e neutralizar efeitos colaterais de eventuais condições climáticas desfavoráveis.

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quarta-feira, 4 de junho de 2014

Paredes protegidas




            Uma das riquezas da edificação histórica do Paço Municipal são suas paredes internas do pavimento superior. Elas são construídas com a técnica construtiva antiga definida como "taipa-de-mão", que consiste na execução de uma parede de tábua com espessura aproximada de 5 cm, sendo fixadas talas de fibras de coqueiro, ou similar, presas longitudinalmente à tábua nas suas duas faces.



          A fibra de coqueiro serve para formar uma superfície porosa e irregular que fixará a argamassa de barro que lhe será aposta. Então, a parede de taipa-de-mão é composta de madeira, fibras de coqueiro e argamassa de barro, montada diretamente no piso, sendo presas na parte superior à estrutura de madeira da cobertura. Usava-se esta técnica em pavimentos superiores de edificações diretamente sobre o assoalho. Não havia ainda a possibilidade de executar vigas de concreto para sustentar paredes no pavimento superior. Cimento não existia e obviamente o concreto ainda não havia sido inventado.

        A análise técnica das paredes do Paço Municipal identifica danos de insetos nas tábuas internas das paredes, e em uma delas uma movimentação no barrote de madeira do entrepiso, onde está assentada, que causou uma deformação visível.

       Nesta etapa de intervenção na edificação não haverá ação de  restauro destas paredes, o que determinou que as mesmas fossem protegidas de agressões mecânicas e de umidade, de forma que não seja agravado o seu atual estado de deterioração.





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       Em todas as fotos internas da antiga Câmara de Vereadores e outras funções que ali estiveram instaladas, estas paredes são destacadas pela sua beleza, fato que justifica ainda mais os esforços que serão dedicados pelo Movimento Pela Restauração do Paço Municipal para sua preservação nas condições originais.



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REFORÇO NO ESCORAMENTO PARCIAL DA COBERTURA



       O escoramento do entrepiso e a estrutura de madeira da cobertura superior já haviam sido executados, como garantia de segurança para os trabalhadores e para elementos da própria edificação.

      Ontem, depois de retirados as telhas, ripas e caibros, totalmente deteriorados e que estariam causando risco à integridade estrutural, foram reforçadas provisoriamente as primeiras tesouras, terças e elementos de fixação do forro.



          Este reforço foi determinado pelos responsáveis técnicos pelo atual estágio do trabalho, como forma de garantir a integridade da estrutura e dos trabalhadores envolvidos na obra. 

          São responsáveis técnicos o Arquiteto Osni Schroeder, a Arquiteta Elizabeth Thomsen, o Arquiteto Thiago Casarotto, a Arquiteta Aline da Rosa e o representante do 3º Batalhão de Engenharia de Combate, Sargento Vanderlei Rauber




    O trabalho dos Arquitetos Osni, Elizabeth e Thiago são prestados de forma honorífica.

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              Os trabalhos em altura mais complexos ficam a cargo dos soldados experientes, que já trabalharam anteriormente na recuperação da Ponte de Pedra: Maicon José Lopes Freitas e Renato Félix.